Prorojecto Água Segura Regista Progressos Animadores em Nampula e Zambézia
As autoridades moçambicanas do subsector de água e saneamento, em representação do Governo, reuniram-se com o Banco Mundial, na qualidade de financiador, para avaliar a execução do Projecto Água Segura para Vilas e Zonas Rurais, em implementação nas províncias de Nampula e Zambézia. Prosseguem, a um ritmo satisfatório, as obras de construção de sistemas de abastecimento de água em quatro distritos de Nampula, nomeadamente Malema, Namapa-Eráti, Mogovolas-Nametil e Namialo-Meconta. A par das obras dos grandes sistemas, já foram construídas mais de 300 fontes dispersas nas províncias de Nampula e Zambézia, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida das populações e também para a geração de renda, através de pequenos negócios, como é o caso da produção de aves de corte. O Projecto construiu igualmente o Sistema de Abastecimento de Lunga, no distrito de Mossuril, com capacidade para abastecer água a 1.300 pessoas, numa primeira fase. O Projecto Água Segura deu ainda a conhecer avanços na concepção, lançamento e selecção de candidatas para o Programa de Empreendedorismo Feminino, que abrange as duas províncias de implementação do projecto. Os projectos em causa devem incidir nas áreas de água, saneamento e higiene. A missão de apoio ao Projecto foi dirigida pelo Director Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento, Agostinho Vilanculos, e, do lado do Banco Mundial, pela líder da equipa, Chantal Richey. De ambos os dirigentes, foi notável a satisfação com o progresso do projecto. Ainda assim, foram deixadas recomendações no sentido de se trabalhar arduamente com os empreiteiros, para que não baixem o desempenho na construção dos sistemas e furos de água. A Autoridade Reguladora de Água e Saneamento, através da respectiva Presidente do Conselho de Administração, Susana Saranga Loforte, defendeu, mais uma vez, a necessidade de se assegurar a sustentabilidade do serviço de abastecimento de água e saneamento, sublinhando que não basta construir infra-estruturas imponentes sem que haja sustentabilidade. A dirigente defendeu igualmente a necessidade de as comunidades serem sensibilizadas sobre a importância de contribuírem monetariamente quando beneficiarem do abastecimento de água. A Águas de Moçambique-Instituto Público, entidade implementadora do Projecto, destacou estar comprometida com a execução das obras, assegurando a qualidade e o cumprimento dos prazos, segundo afirmou o Presidente do Conselho de Administração da AdeM-IP, Augusto João Domingos Chipenembe. As duas províncias de implementação do projecto estiveram presentes nas reuniões realizadas em Maputo. A Zambézia esteve representada pelo Director Provincial, Fernando Maingue, e Nampula pela chefe de Departamento de Água e Saneamento, na Direcção Provincial de Obras Públicas de Nampula, Albertina Assane. A missão de apoio ao Projecto Segura, teve lugar nos dias 20 de Abril e 4 de Maio do ano corrente, esteve dividida em duas equipas que efectuaram visitas ao campo, nas duas províncias de implementação. A próxima missão do Projecto Água Segura poderá ter lugar no final do ano. O Projecto Água Segura para Vilas e Zonas Rurais é uma iniciativa do Governo de Moçambique, concebida através do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, e implementada pela Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento e pela Águas de Moçambique Instituto Público, a nível central, com intervenção local nas províncias de Nampula e Zambézia.
Sistema de Abastecimento Garante Água Potável a 1.300 Pessoas em Lunga, Nampula
No Posto Administrativo de Lunga, distrito de Mossuril, província de Nampula, foi concluído o Sistema de Abastecimento de Água, construído no âmbito do Projecto Água Segura para Vilas e Zonas Rurais, em implementação nas províncias de Nampula e Zambézia. O chefe do Posto Administrativo de Lunga, Anastácio Saúde, destacou que o sistema, implantado no bairro Quivulane, vai contribuir significativamente para a redução de doenças de origem hídrica que afectavam a população, além de disponibilidade de tempo para a realização de outras actividades. “A população consumia água imprópria, retirada de furos artesanais. Com este sistema passamos a dispor de água potável e a resolver vários problemas. Tínhamos muitas doenças de origem hídrica, que já estão a reduzir. Havia também doenças de pele por falta de higiene, que igualmente estão a diminuir. Portanto, há muitas vantagens com este sistema.”Por sua vez, a população sauda a implantação do Sistema de Abastecimento de Água que já começou a fornecer o “precioso líquido” através de fontanários. O Sistema de Abastecimento de Água de Lunga é composto por um furo com caudal de 5 metros cúbicos por hora, funciona com base em energia solar, energia limpa, possui dois depósitos elevados com capacidade de 10 mil litros cada, totalizando 20 mil litros respectivamente, e a água é distribuída por gravidade, através de dois fontanários, onde a população se abastece. O Projecto Água Segura é uma iniciativa do Governo de Moçambique, liderada pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, implementada a nível central pela Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) e pela Águas de Moçambique, Instituto Público. A nível local, intervêm as Direcções Provinciais de Obras Públicas de Nampula e Zambézia. O projecto conta com financiamento do Banco Mundial.
Mais de 1500 Pessoas Terão Acesso a Água Potável em Comunidades de Nhamatanda
As comunidades de Divinhar, Mucharuenhe, Tchiro e Nhamacaza, no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, passarão a beneficiar de água potável através da construção de quatro fontanários em curso na região. Trata-se de uma iniciativa que visa reduzir a dependência dos rios e poços tradicionais, fontes frequentemente associadas a doenças de origem hídrica e a longas distâncias percorridas pelas populações para obtenção de água. Além dos fontanários, decorrem trabalhos de abertura de furos de água em diferentes comunidades e escolas, com o objectivo de garantir abastecimento seguro e melhorar as condições de saúde, higiene e bem-estar das populações. Na comunidade de Macaza, a falta de fontes seguras obrigava os moradores a recorrer diariamente à água do rio, expondo-se não só a doenças, mas também a ataques de crocodilos. A disponibilização de água através dos novos furos é vista como uma medida importante para a protecção da vida das populações locais. Os furos já concluídos passaram por processos de revestimento, limpeza e ensaios de caudal para avaliar a capacidade de produção de água e a viabilidade para abastecimento comunitário. Os testes indicaram resultados satisfatórios, com produção estável e recuperação adequada do nível freático, permitindo futuramente a instalação de bombas manuais para fornecimento regular de água. As infraestruturas deverão beneficiar cerca de 360 pessoas em Divinhar, 467 em Mucharuenhe, 317 em Tchiro e 397 em Nhamacaza.
Novo sistema de Abastecimento de Água Transforma Vida de mais de 2 mil Habitantes em Govuro
A comunidade de Machacame, no distrito de Govuro, passou a contar recentemente com um novo Sistema de Abastecimento de Água. Trata-se de uma infraestrutura moderna equipada com torre elevada, painéis solares e sistema de dessalinização, destinada a garantir o acesso sustentável à água potável para mais de 2.000 habitantes. A nova infraestrutura surge como resposta aos desafios de acesso à água segura enfrentados pela população local, contribuindo para a melhoria das condições de saúde, higiene e qualidade de vida das famílias beneficiárias.
Fernando Rafael Defende Pro-águas como Motor de Transformação do Sector de Água e Saneamento no País
O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, defendeu a 18 de Maio, na Cidade de Maputo, que o PROÁguaS deve ser entendido como uma plataforma de execução, preparada para estruturar projectos, atrair financiamento e dar maior previsibilidade à transformação do sector de águas, saneamento e segurança hídrica. Na cerimónia dirigida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o governante afirmou que o PROÁguaS – Compacto Nacional de Segurança Hídrica 2026–2036 representa a passagem da prioridade política à acção concreta, num momento em que o país procura consolidar bases mais robustas para responder aos desafios do acesso à água, do saneamento e da resiliência hídrica. Fernando Rafael sublinhou que o Compacto assenta na Lei n.º 9/2024, de 7 de Junho, instrumento que, segundo explicou, clarificou o quadro institucional do sector e criou as condições para estruturar esta nova etapa com maior robustez, previsibilidade e confiança. Acrescentou que o sector está a consolidar instrumentos para a estruturação de projectos, parcerias público-privadas e gestão de activos, ao mesmo tempo que avança com o processo de acreditação junto do Fundo Verde para o Clima. O Ministro referiu ainda que estão em preparação contratos-programa assentes em metas verificáveis e que prossegue o reforço de um ambiente regulatório previsível, estável e credível, condição que considerou essencial para assegurar escala, sustentabilidade e confiança na implementação desta agenda. Na ocasião, Fernando Rafael reconheceu o engajamento e a orientação estratégica do Presidente da República ao longo da elaboração do PROÁguaS, e dirigiu palavras de apreço aos técnicos do Ministério e das instituições do sector, aos parceiros de cooperação, aos órgãos de governação descentralizada e ao sector privado, cuja contribuição considerou determinante para a materialização do Compacto.
Moçambique Precisa de uma Agenda de Emergência Climática para Garantir Segurança Hídrica
Maputo acolheu, esta sexta-feira, o Simpósio de Recursos Hídricos Pós-Cheias 2026: Desafios e Perspectivas, um encontro de alto nível que colocou no centro do debate a urgência de o país assumir uma agenda estruturada de emergência climática, capaz de responder aos impactos cada vez mais severos das cheias, secas e ciclones. Durante o evento, o Governo alertou que Moçambique precisa mobilizar cerca de 11 mil milhões de dólares para alcançar a segurança hídrica, um investimento considerado crítico para proteger vidas, salvaguardar infraestruturas e garantir a continuidade das actividades económicas num cenário climático cada vez mais incerto. O simpósio surge na sequência dos impactos da época chuvosa 2025–2026, que voltaram a expor a vulnerabilidade estrutural do país, reforçando a necessidade de sair de uma lógica reactiva para uma abordagem preventiva, integrada e orientada para a resiliência. Na sua intervenção, o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, destacou que o debate foi estruturado em quatro pilares fundamentais, medidas não estruturais, medidas estruturais, cooperação e financiamento, sublinhando que o país precisa avançar simultaneamente na modernização dos sistemas de aviso prévio, no investimento em infraestruturas hidráulicas, no reforço da coordenação regional e na mobilização de recursos financeiros. Um dos consensos emergentes do encontro foi claro: investir hoje em infraestruturas resilientes é significativamente mais económico do que reconstruir amanhã, o que reforça a urgência de priorizar investimentos estratégicos em sectores críticos como saúde, educação e abastecimento de água. O Governo reafirmou ainda o seu compromisso com reformas estruturantes no sector, alinhadas com o Plano Quinquenal do Governo, os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e a Estratégia Nacional de Desenvolvimento, defendendo que a água deve ser encarada como um activo estratégico para o desenvolvimento nacional.