Cerca de 130 mil habitantes dos distritos de Meconta e Mogovolas, na província de Nampula, deverão beneficiar de maior acesso, disponibilidade e regularidade no abastecimento de água com a conclusão dos novos sistemas de Namialo e Nametil, respectivamente. As infra-estruturas estão a ser construídas no âmbito do Projecto Água Segura, que tem o financiamento do Banco Mundial e integram os investimentos do ProÁguas 2026–2036, programa que foi lançado este ano pelo Presidente da República Daniel Chapo, que visa acelerar a expansão do acesso à água potável e ao saneamento e a reduzir as assimetrias entre as zonas urbanas e rurais do país.
As obras foram, esta sexta-feira, visitadas pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, que exigiu maior celeridade na sua execução, depois de constatar que o nível de realização física se encontra abaixo do programado.
Actualmente, as obras dos sistemas de Namialo e Nametil apresentam uma execução física de cerca de 42% e 45%, respectivamente, quando, segundo o governante, nesta fase os trabalhos deveriam estar próximos dos 60%.
“Não há muita satisfação do nosso lado, dado o volume de execução física, mas é por isso mesmo que estamos aqui. Queremos incentivar o empreiteiro para acelerar com as obras”, afirmou Fernando Rafael.
Para o governante, a aceleração dos trabalhos é fundamental tendo em conta o impacto que os dois sistemas terão na vida das populações, ao permitir que milhares de famílias passem a dispor de água em melhores condições de quantidade, qualidade, pressão e regularidade.
O sistema de Namialo deverá beneficiar cerca de 70 mil habitantes, enquanto o de Nametil deverá abranger aproximadamente 60 mil pessoas, totalizando cerca de 130 mil beneficiários. Estão igualmente previstas mais de mil novas ligações em cada um dos sistemas, ampliando o número de famílias com acesso directo à rede de abastecimento.
Em Nametil, o impacto das obras será particularmente expressivo na capacidade de produção. Com a conclusão do novo sistema, a produção deverá passar dos actuais cerca de mil para quatro mil metros cúbicos de água por dia, representando uma quadruplicação da quantidade de água disponível para abastecer a população.