A urbanização planificada deu um salto decisivo com o lançamento da Primeira Pedra da Nova Centralidade de Laze, no Município de Mocuba, Província da Zambézia, na manhã de 04 de Dezembro, reforçando a visão do Governo de promover o acesso à terra urbanizada e preparada para habitação condigna.
Coordenado pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH) e integrado no PQG 2025–2029, o Projecto Terra Infra-estruturada consolida-se como um dos pilares da estratégia nacional para transformar cidades, garantir desenvolvimento inclusivo e ampliar oportunidades para jovens e famílias em todas as províncias.
A Nova Centralidade de Laze surge como parte de uma agenda nacional que estabelece a urbanização como instrumento de justiça social, crescimento económico e ordenamento territorial. Com cerca de 1.290 talhões a desenvolver numa área de 350 hectares, o projecto introduz um modelo de urbanização moderna que inclui redes de água, energia eléctrica, vias de acesso e reservas para serviços públicos e privados, criando bases para um futuro mais seguro e organizado.
O Secretário de Estado da Província da Zambézia, Avelino Muchine, que dirigiu o acto, sublinhou que o Governo não permitirá ocupações desordenadas, construções ilegais ou invasões que comprometam o desenvolvimento estruturado da nova centralidade, apelando à participação activa das comunidades na protecção do projecto.
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração do FFH, FP, Armindo Munguambe, reforçou que o papel do FFH, FP é garantir as condições de base, disponibilizando projectos-tipo e uma casa modelo para orientar famílias, cooperativas, jovens e investidores na construção responsável e em conformidade com as normas urbanísticas e ambientais.
Com uma meta nacional de 49.200 talhões totalmente infra-estruturados até 2029, o Projecto Terra Infra-estruturada visa acelerar soluções de habitação condigna e promover uma urbanização sustentável.
A Nova Centralidade de Laze junta-se aos desenvolvimentos já em curso em Faiquete (Inhambane), Matutuíne (Maputo) e Lichinga (Niassa), reforçando a criação de novos espaços urbanos organizados, com potencial para dinamizar economias locais, gerar emprego e melhorar a qualidade de vida das populações.